QR code no rótulo de vinho: o que pôr e o que a lei pede
Os rótulos imprimem-se aos milhares e duram várias colheitas. Um código no rótulo pode abrir as notas de prova na língua de quem compra e passar para a colheita nova sem mudar a impressão. Mas há um código que a lei trata à parte.
Atualizado a
Dois códigos diferentes, duas regras diferentes
Desde o fim de 2023, as regras europeias para os vinhos (Regulamento (UE) 2021/2117) passaram a pedir a lista de ingredientes e a declaração nutricional. Parte dessa informação pode ir para uma página aberta por um QR code — o chamado rótulo eletrónico.
Esse código tem regras próprias: a página não pode ter publicidade nem recolher dados de quem a abre. Por isso, não o mistures com o código de marketing:
- O código do rótulo eletrónico deve abrir só a informação obrigatória. Confirma os detalhes com o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) antes de imprimir.
- O código de marketing — notas de prova, história da quinta, visitas — é livre, e é aqui que um código dinâmico ajuda.
Não somos juristas: este resumo serve para saberes que perguntas fazer, não substitui a confirmação junto do IVV.
O código de marketing, bem feito
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Uma página por vinho
Notas de prova, castas, harmonizações e uma foto. Pode ser uma página nossa ou o teu site.
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Uma versão por língua
O mesmo código abre a página em inglês, francês ou alemão, conforme a língua do telemóvel de quem lê.
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Colheita nova, mesmo rótulo
Quando sai a colheita seguinte, mudas o destino. As garrafas antigas que ainda andam por aí passam a abrir a página nova.
Tamanho e aspeto
Num rótulo, o código compete com o design. Algumas regras práticas:
- Não desças de 1,5 a 2 cm de lado; testa impresso, em papel real, antes da tiragem.
- Podes usar as cores do rótulo. Verificamos o contraste antes de gravar, para a câmara continuar a conseguir ler.
- Um código dinâmico tem um endereço curto, e por isso um desenho menos denso — lê-se melhor em pequeno.
Perguntas frequentes
O código é permanente?
O desenho impresso não expira. Um código dinâmico funciona enquanto a tua conta estiver ativa; um código fixo funciona para sempre, com ou sem conta. Explicamos tudo em Os QR codes expiram?
Posso criar um código que não passe pelos vossos servidores?
Sim, o QR fixo. O conteúdo fica gravado no próprio desenho, funciona sempre e não precisa de nós. Em troca, não se pode mudar depois de impresso nem conta leituras. O painel avisa-te disto antes de o criares.
E se o vosso serviço estiver em baixo?
Um código dinâmico passa pelos nossos servidores para saber o destino. Se eles falharem, o código não abre até voltarem. Corremos na infraestrutura da Google (Firebase), mas não te vamos prometer uma percentagem de disponibilidade que não medimos publicamente.
Para um código que não pode mesmo falhar nunca — um cartão de visita, uma placa que fica anos — usa um QR fixo, que não depende de ninguém.
Posso personalizar o aspeto do código?
Sim: cor do código e do fundo, gradiente, forma dos pontos e dos cantos, o teu logótipo ao centro e uma moldura com texto como “Ver ementa”. Não deixamos gravar cores sem contraste suficiente, porque esses códigos falham na leitura. Descarregas em PNG, JPG, PDF ou SVG.